Atualmente, temos presenciado um contexto econômico extremamente volátil com mudanças rápidas e inesperadas do mercado, crise financeira, concorrência acirrada e avanço da tecnologia. Os empresários devem adaptar-se a uma constante mudança de seus paradigmas. Mudar é quebrar antigos paradigmas, abrindo-se para o novo, e assim alterando a sua maneira de ver as situações e encarar os desafios como oportunidades. Dentro das organizações, gestores de todas as áreas e principalmente gestores de Recursos Humanos, devem acompanhar as mudanças do ambiente externo ao negócio e monitorar a influência destes no âmbito interno das organizações. Investir na área de Recursos Humanos dentro das empresas, na atualidade trata-se de uma necessidade para sobrevivência e busca do sucesso, porém algumas organizações consideram este tipo de investimento como um gasto desnecessário, um custo extra em seus orçamentos. Será que investir em Treinamento e Desenvolvimento (T&D) de colaboradores é realmente necessário para as empresas? Será que isso não seria uma preocupação única e exclusiva do trabalhador?
A prática de T&D de colaboradores dentro das organizações pode ser feita através de várias maneiras tais como: cursos presenciais, cursos a distância, encontros com aplicações de dinâmicas, etc. Hoje em dia existem diversas maneiras de se aplicar programas deste tipo nas organizações e os custos disso irão variar conforme os objetivos e necessidades dos mesmos tais como: quantidade de pessoas envolvidas (equipe de intervenção e grupo a ser treinado), materiais utilizados, locais de realização, deslocamento, pagamento de horas-extras, etc.
O ensino, a aprendizagem e o desenvolvimento comportamental são necessários ao profissional que quer inserir-se no mercado. Conhecimentos técnicos e de relacionamento são pré-requisitos para os cargos nos mais diversos tipos de organizações. Todas as pessoas devem ter em mente aquilo que querem da sua profissão, sabendo e traçando onde desejam chegar, quais os seus projetos futuros, e assim preparar-se para conquistar melhores oportunidades e crescimento profissional.
O T&D nas empresas pode ser visto por dois lados. O lado da empresa é de que ela precisa investir para ajudar o desenvolvimento da equipe, qualificando seus colaboradores para buscar o sucesso do negócio, e também percebendo isso como uma forma de atração e retenção de talentos. Elas devem e podem de alguma maneira contribuir para o treinamento de seus colaboradores, seja investindo (leia-se também arcando com os custos destes programas de forma total ou parcial), seja incentivando e orientando-os sobre a importância desse investimento para o seu aperfeiçoamento. Do outro lado temos o do profissional, que também precisa preocupar-se e arcar com os seus compromissos, assumindo a responsabilidade pelo que quer de seu futuro e lutando por aquilo que considerar necessário no âmbito de aperfeiçoamento. Nem sempre as empresas terão condições de arcar com todos os tipos de treinamento que precisam para obter um profissional qualificado, pois muitas vezes, será possível encontrar no mercado de trabalho alguns já lapidados com certos conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias aos objetivos da empresa. Cabe também ao profissional do futuro perceber e admitir que é necessário buscar constante qualificação, onde isso deverá ser feito em conjunto com a empresa em que ele atua.
O processo de T&D deve ser acompanhado pelo departamento de recursos humanos, de forma que seja conduzido na busca de melhorias produtivas e comportamentais das equipes, incentivando a cultura das empresas a acreditar no potencial deste subsistema de RH e mostrando aos colaboradores que não se deve esperar tudo de uma organização. Cabe a cada um também se mostrar interessado, solicitar auxílio e mostrar a importância disso para o negócio, sendo também um empreendedor do desenvolvimento do seu trabalho e da sua carreira.
Fabiani Seibel Stock atua na área de Recursos Humanos. É pós-graduanda em Pedagogia Empresarial pela Escola Superior Aberta do Brasil e em Psicologia Organizacional pela Esade Laureate International Universities, graduada em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.