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Influenciadores internos e Employer Branding: qual a relação?

Influenciadores internos e Employer Branding: qual a relação?

No que você confia mais: na experiência compartilhada por uma pessoa ou no discurso de uma empresa? Se você escolheu a primeira opção, já está bem perto de entender a relação entre influenciadores internos e Employer Branding.

Hoje, a credibilidade está cada vez mais ligada à vivência real. E, quando falamos de marca empregadora, ninguém representa melhor essa realidade do que quem vive o dia a dia da empresa. 

Quer saber mais? Continue a leitura e descubra como transformar a sua organização em um verdadeiro ímã de talentos a partir da voz dos próprios colaboradores!

O que é Employer Branding?

Talvez você até já saiba a resposta, afinal, esse tema dominou a agenda do RH nos últimos anos. Ainda assim, nunca é demais explicar:

O Employer Branding – ou marca empregadora – é um conjunto de estratégias e técnicas utilizadas por uma organização para gerenciar sua reputação e imagem perante o mercado de trabalho.

Na prática, esse conceito envolve tudo o que colaboradores e candidatos pensam e dizem sobre a organização: cultura, valores, clima, oportunidades de desenvolvimento, estilo de liderança e por aí vai.

Quando bem trabalhado, o Employer Branding contribui para:

  • Atrair talentos qualificados e alinhados à cultura organizacional;
  • Reduzir o turnover e os custos com novas contratações;
  • Melhorar a experiência do colaborador ao longo de toda a sua jornada;
  • Garantir equipes mais engajadas e produtivas.

O que são os influenciadores internos?

Existem muitas maneiras de fortalecer a marca empregadora. Mas algo que as empresas não podem perder de vista é que essa construção acontece, sobretudo, de dentro para fora.

Ou seja, ela depende da coerência entre o discurso e a prática, da forma como as pessoas são tratadas no dia a dia e das experiências reais vividas pelos colaboradores.

Um dos erros comuns no Employer Branding é tratá-lo como uma campanha de marketing: fotos de banco de imagens, posts genéricos sobre cultura organizacional e ações pontuais, pouco conectadas com a realidade interna.

Os influenciadores internos surgem justamente como um contraponto a esse modelo. 

São colaboradores que, de forma natural ou estruturada, compartilham suas experiências, rotinas e percepções sobre a empresa em que trabalham.

Ao fazerem isso, eles ajudam a dar visibilidade à cultura e aos valores de maneira muito mais autêntica e confiável.

Por que a voz dos colaboradores faz tanta diferença?

Agora, voltemos à reflexão que propusemos lá no início. 

Quando alguém compartilha sua própria experiência, com exemplos do dia a dia e percepções, a confiança tende a ser muito maior do que diante de um discurso institucional cuidadosamente construído.

Isso vale tanto para a compra de um produto quanto para a inscrição em um processo seletivo. Afinal, um candidato não quer apenas ler os benefícios da vaga no site da empresa. Ele quer entender como é, de fato, trabalhar ali.

É nesse ponto que a voz dos colaboradores se torna tão poderosa: ela oferece autenticidade, gera identificação e ajuda a reduzir a distância entre o que a empresa comunica e o que realmente entrega. 

Quando bem estimulada, essa troca fortalece a marca empregadora e influencia diretamente a decisão de quem está avaliando fazer parte da organização.

Como transformar colaboradores em defensores da marca?

Como vimos até aqui, as organizações têm muito a ganhar ao investir em influenciadores internos como parte da estratégia de Employer Branding.

No entanto, esse processo não acontece por acaso e muito menos por imposição. Confira, a seguir, como criar um programa de influenciadores internos na empresa:

  1. Construa uma base sólida de cultura e experiência

Não existe influência genuína sem uma vivência real por trás.

É por isso que, antes de qualquer iniciativa nesse sentido, a empresa precisa fazer a lição de casa: assegurar que a experiência do colaborador seja positiva, consistente e alinhada ao discurso que é comunicado ao mercado.

  1. Identifique colaboradores alinhados e engajados

Nem todo colaborador precisa (ou quer) ser influenciador interno. 

Por isso, o segundo passo é buscar pessoas que se identifiquem com a cultura, tenham boa comunicação e já demonstrem orgulho em fazer parte da empresa, seja no dia a dia ou nas redes sociais.

  1. Defina objetivos e diretrizes claras

Na sequência, estabeleça o que se espera do programa: fortalecimento da marca empregadora, apoio ao recrutamento, aumento do engajamento interno, entre outros objetivos.

Também é importante definir diretrizes de comunicação e tom de voz, sempre respeitando a autenticidade e a liberdade de cada participante.

  1. Ofereça capacitação e apoio

Invista em treinamentos sobre comunicação, uso de redes sociais, marca pessoal e boas práticas. 

Isso dará mais segurança para os colaboradores e aumentará a qualidade dos conteúdos compartilhados, sem engessar a comunicação.

  1. Crie oportunidades para o compartilhamento

Facilite a participação com campanhas internas, hashtags, materiais de apoio, eventos e ações que incentivem a troca de experiências e histórias reais da rotina organizacional.

  1. Reconheça a participação

Valorize os colaboradores que participam do programa, seja por meio de feedbacks, visibilidade interna, benefícios ou outras formas de reconhecimento alinhadas à cultura da organização.

Considerações finais

A relação entre influenciadores internos e Employer Branding deixa claro que a força da marca empregadora não está apenas no que a empresa comunica, mas, principalmente, no que é vivido e compartilhado por quem faz parte dela.

E o melhor: quando as empresas investem em cultura, experiência positiva e protagonismo interno, os influenciadores surgem de forma natural, como reflexo de um ambiente saudável e coerente. 

O resultado disso é uma marca empregadora mais humana, confiável e capaz de atrair talentos que realmente se identificam com a proposta da organização.

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