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Seis meses em dois anos: os bastidores da transformação digital das marcas Puket e Imaginarium

A digitalização é hoje uma prioridade para os negócios. Mas não é fácil fazer uma transformação digital. Tanto que uma pesquisa publicada pelo jornal The Wall Street Journal mostrou que 70% dessas iniciativas falham. Para se ter uma noção, só no ano passado, as empresas gastaram 1,3 trilhão de dólares em digitalização — desse total, 900 bilhões foram jogados fora.

Para debater este tema tão desafiador, convidamos para nossa #15 live os executivos Donato Ramos e Juliana Nakagawa, respectivamente diretor executivo e gerente de gente e gestão do Grupo Uni.co, dono das marcas Imaginarium, Puket e Min.D. A dupla vem conduzindo, ao lado dos funcionários do grupo, um bem-sucedido processo de digitalização. “Em 2018, nós começamos a nos provocar sobre o futuro do varejo e do nosso negócio. Nesse mesmo ano, iniciamos um piloto integrando as lojas físicas com o digital, permitindo ao cliente comprar no site e buscar no shopping, por exemplo”, diz Donato Ramos.

Assiste à live completa:

Segundo ele, depois disso, outros passos foram dados, como a contratação em 2019 de uma executiva para liderar a unidade de negócio digital, Simone Sancho, e a estruturação de um plano de expansão integrando varejo online e físico. “O objetivo era executar isso até 2021. Quando veio a pandemia, tivemos de acelerar as coisas, realizando o que estava previsto em menos seis meses.”

O primeiro passo, quando a crise sanitária se estabeleceu, foi preparar a companhia para a incerteza, focando a saúde e a segurança das pessoas. O segundo foi olhar para a situação dos franqueados, com as lojas até então fechadas. “Com o isolamento, nós percebemos o volume de vendas no site aumentando a cada dia e, rapidamente, entendemos que tínhamos de levar esse fluxo para os nossos franqueados. De maneira muito ágil, integramos o site com as lojas físicas, permitindo que participassem dessas vendas”.

No começo de maio, o grupo avançou em outras iniciativas: venda por WhatsApp (integrada ao CRM), novas estratégias de social selling e criação de um marketplace com novas marcas no portfólio.

Além disso, diz o diretor, houve um intenso movimento entre os times de marketing e comunicação para captar tendências de comportamento do consumidor. “As vendas de pantufa estão aumentando? Então, vamos falar de pantufa. Se o consumidor está trabalhando de casa, oferecemos a ele itens de home office. Nossa bandeja de laptop, por exemplo, esgotou. Enfim, passamos a olhar o que estava acontecendo diariamente para ver como poderíamos isso em nosso e-mail marketing e em nossas redes sociais.”

Cultura favorável

Do ponto de vista do RH, Juliana conta que a cultura e os valores da empresa ajudaram a amortecer os impactos de uma digitalização acelerada. “Nós temos valores fortes de colaboração e autonomia, não somos hierarquizados e tomamos decisões compartilhadas. Isso foi importantíssimo”, diz a gerente.

Outros pontos destacados por ela são a comunicação frequente e a transparência, aspectos fundamentais em um processo de digitalização. “Fazemos uma reunião de alinhamento mensal, onde apresentamos resultados, mostramos as iniciativas que estão dando certo e as que não estão dando dão certo assim. Enxergamos a digitalização como um movimento. Não é que dissemos: ‘Pessoal, hoje começa nossa transformação digital’. Também não haverá um momento em que diremos: ‘Ufa, hoje finalizamos nosso processo de digitalização’. É um movimento. E as pessoas devem estar no centro dele.”

Para saber mais detalhes da guinada digital nas marcas Puket e Imaginarium, assista ao vídeo completo em nosso canal do YouTube!

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