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Quais os caminhos da educação corporativa em tempos de incerteza?

Investir na capacitação das pessoas traz engajamento, lucro e inovação. Mas manter os programas de treinamento em meio a mais grave pandemia da história recente se tornou uma tarefa inglória para a maior parte das empresas. Mas, se por um lado falta caixa para investir em cursos e workshops, por outro as pessoas nunca precisaram tanto de novos aprendizados para enfrentar instabilidades e abraçar o futuro.

Para apontar soluções e caminhos para esta encruzilhada, a Companhia de Estágios conversou nesta segunda-feira (23) com as executivas Barbara Olivier e Daniela Libâneo, da consultoria de educação corporativa Afferolab. Diretoras das áreas de inovação e tendências do aprendizado, respectivamente, as duas falaram sobre os desafios da capacitação em tempos pandêmicos. O bate-papo contou com a participação do nosso CEO, Tiago Mavichian, e do gerente de marketing Fabrício Treviso.

Assista à live completa:

Segundo Daniela, o fato de as equipes estarem dispersas não prejudica necessariamente o processo de aprendizado. “Entendo que o sucesso das ações de desenvolvimento nas empresas está muito mais relacionado a questões como, o que ensinar, para quem, onde, como e por quê, do que a distância entre os times.” Ainda assim, de acordo com ela, não dá para ignorar que a troca presencial com colegas e tutores é importante, por isso o pulo do gato está em como levar a riqueza dos relacionamentos para o ambiente digital.

Sobre os impactos da atual crise sanitária, a dupla diz notar que as demandas de lideranças e profissionais têm passado por resolver questões essenciais, como ansiedade, problemas de comunicação, conflitos internos e necessidade de atualizações. Ou seja, os gaps são os mesmos de antes da pandemia, porém potencializados pelas transformações intensas que a doença trouxe.

Na visão delas, é um erro deixar de lado as ações de capacitação em um momento tão crítico. “Com indivíduos estagnados, a empresa não conseguirá reverter cenários indesejáveis ou de muita pressão”, diz Barbara.

Habilidades do futuro

Uma pesquisa conduzida pelo time de tendências da Afferolab mapeou as competências do futuro. Com base nos estudos de Lisa Kay Solomon, professora da Singularity University, a consultoria chegou a quatro delas: futurista, inovador, tecnológico e humanitário.

Barbara explica: “O futurista sou eu imaginando o novo e projetando futuros possíveis e desejáveis; o inovador sou eu arriscando, aberto a ouvir, entender e aprender, valorizando sustentabilidade, inclusão e diversidade; o tecnológico sou eu confortável com novas tecnologias, disposto a compreendê-la e a projetar seus impactos; e o humanitário sou eu me importando, valorizando o coletivo, investindo em autoconhecimento e buscando impacto positivo. Nós temos aplicado isso em todos os nossos projetos e tecnologias”

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Durante a conversa, Daniela e Barbara apresentaram tendências, falaram sobre autoaprendizado, experiência do aluno e geração Z e trouxeram insights importantes sobre o porquê os treinamentos falham.

“Sempre que escuto que uma ação falhou, normalmente é porque se quer ter novos resultados fazendo a mesma coisa. Se você não avalia o contexto, o aprendiz e não prototipa uma nova forma de ensinar, não funciona. Aprendizagem não é igual para todos”, disse Barbara.

Para assistir à live na íntegra, acesse nosso canal do YouTube.