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Como fazer um currículo para estagiar no exterior

Morar fora do Brasil é a meta de muitas pessoas que querem buscar novas oportunidades para a carreira ou até mesmo realizar o sonho de viver em um país diferente. Aliás, essa prática não é exclusiva apenas dos brasileiros, em todo o mundo, cidadãos de diferentes nacionalidades têm buscado construir uma carreira profissional e viverem novas experiências fora de sua terra natal. Aliás, o intercâmbio profissional se tornou tão comum que não é difícil encontrarmos estrangeiros trabalhando em empresas nacionais.

E, se você também tem o sonho de trabalhar no exterior, certamente se pergunta por onde começar, não é mesmo? Antes de tudo, é ideal que você pesquise quais empresas, no país de destino, costumam contratar estrangeiros e quais características elas valorizam nesses empregados. E, assim como para qualquer vaga pretendida, é preciso enviar uma carta de apresentação bem elaborada para a empresa, capaz de atrair a atenção dos recrutadores e aumentar suas chances de ser chamado. O problema é que essa tarefa trivial pode ser um desafio maior quando se trata de uma vaga no exterior, certo? Afinal, alguns aspectos culturais podem, de fato, influenciar a visão dos recrutadores e ser determinantes para a escolha do seu currículo. Quer saber como acertar? Então #seliga nas dicas a seguir:

Qual o modelo de CV ideal?

Assim como os currículos no Brasil, o modelo utilizado em outros países deve ser objetivo e resumido, destacando as qualidades que mais são valorizadas na área onde você pretende estagiar. Para isso, você pode perguntar aos amigos que moram na região ou até mesmo pesquisar na internet quais são as características que mais chamam a atenção dos recrutadores no mercado de trabalho local. Aliás, uma boa dica é dar uma vasculhada nas redes sociais profissionais, como o LinkedIn, por exemplo, para verificar qual o padrão usado pelos trabalhadores nativos. Assim, você consegue ter uma ideia de quais mudanças deve ser feitas no seu currículo para que ele se encaixe no “modelo” mais aceito naquele país.

Nada de tradução automática

Na hora de montar o currículo, deixe os tradutores automáticos de lado, pois em alguns casos eles falham ao tentar dar o contexto correto e traduzem de forma extremamente literal, o que muitas vezes não dá sentido à frase. A melhor coisa na hora de traduzir o currículo é fazer por conta própria, se você domina bem a língua, porém se tiver dúvidas sobre algum termo, procure a ajuda de algum amigo que conheça o idioma ou um tradutor profissional.

E ainda que você fique empolgado em demonstrar todas as suas qualidades, lembre-se que o currículo deve ser um resumo sobre você e não uma autobiografia. Uma dica importante: se tiver a impressão que algum tópico está muito extenso, provavelmente será necessário diminuir alguns pontos. E fique atento: a língua do seu destino é inglesa? Então o ideal é que seu currículo esteja na ordem direta das frases e não na voz passiva, como de costume aqui no Brasil. Quer um exemplo? Ao mencionar algo feito por você, prefira ‘Eu realizei essa tarefa’ (I accomplished this task) ao invés de ‘Essa tarefa foi feita por mim’ (This task was accomplished by me).

Não minta sobre o domínio da língua

A propósito, para trabalhar fora do país é extremamente recomendável que você tenha um bom nível de proficiência no idioma local, pois além de ser necessário para sua entrevista no processo seletivo, você terá que se comunicar frequentemente com colegas e clientes no dia a dia – caso seja aprovado. Por isso, não minta o nível de domínio do idioma no seu currículo e, se você achar que ainda precisa melhorar alguns pontos da sua pronúncia, procure ter aulas particulares ou pratique com mais frequência o idioma com os amigos.

Informe a situação do seu visto no currículo

Na hora de incluir seus dados pessoais, o ideal é que coloque o local de onde veio e qual seu status no país que está procurando uma oportunidade. Logo no início, abaixo do seu nome e contato, é importante que insira sua nacionalidade e o tipo de visto que possui, para que facilite o trabalho dos recrutadores, já que cada país segue diferentes regras e tratados para contratar um estrangeiro.

Leia anúncios de emprego

Para saber como chamar a atenção dos entrevistadores, o ideal é que personalize seu currículo de acordo com a vaga pretendida e destaque quais diferenciais você tem a oferecer para o posto pleiteado. Uma forma prática de saber o que ressaltar é ler os anúncios de vagas no Brasil para entender quais palavras-chave são importantes para a área. Depois de muito estudo, você pode usá-las em seu próprio currículo e acrescentar termos locais para torná-lo mais parecido com o dos moradores do país que pretende estagiar.

Tenha cartas de recomendação

Se você tiver boas experiências de estágios aqui no Brasil ou cursos de especialização voltados à área que pretende se candidatar, para aumentar ainda mais as chances de conquistar a vaga, pode solicitar uma carta de recomendação das empresas que já passou. Por isso, procure por ex-chefes ou professores que possam dar boas referencias do seu desempenho profissional.

Naturalmente, a carta deve ser enviada no idioma do país em que pretende estagiar, mas se caso quem o recomende não dominar a língua, providencie você mesmo a tradução ou contrate um tradutor profissional. Só não se esqueça de enviar uma cópia da carta em português e da tradução junto ao seu currículo.

Depois dessas dicas, ficou mais fácil saber por onde começar, não é mesmo? Então não deixe de nos seguir no Facebook ou no canal do YouTube para ficar por dentro de outros assuntos que fazem a diferença na hora do recrutamento. Aliás, se quiser, você pode se inscrever gratuitamente no site da Companhia de Estágios para disputar vagas em multinacionais com sedes em diversos países.