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Descubra mitos e verdades do trabalho home office durante a pandemia

Trabalhando de casa desde março, uma parte de nós se sente esgotada e não vê a hora de retornar ao escritório; já outra não quer saber de voltar aos moldes antigos. Mas até que ponto o home office melhorou nossa vida? Para responder a essa e a outras perguntas, nós convidamos para a nossa live #13 Paul Ferreira, professor de liderança e estratégia da Fundação Dom Cabral, doutor pela Universidade de Genebra e colunista da publicação do MIT no Brasil.

Paul, que acaba de participar de uma pesquisa que analisou os efeitos do home office na produtividade, falou sobre as consequências que este modelo de trabalho trouxe até aqui. “Nosso estudo mensurou a percepção das pessoas. A boa notícia é que a larga maioria delas se sente tão ou até mais produtiva do que no escritório.”

Assista ao vídeo completo:

Entre os mitos do home office, ele apontou que a pesquisa derrubou a ideia de que empresas que já tinham práticas de trabalho home office saíram na frente. “Esperávamos uma diferença entre profissionais de companhias que já possuíam políticas de trabalho remoto e de organizações que não as tinham. E, no fim, essa diferença foi pouco significa em termos estatísticos.”

O professor também disse que as limitações no espaço físico afetam menos a produtividade do que problemas na infraestrutura tecnológica, por exemplo. “O espaço é importante, mas há aspectos que podem influenciar mais o desempenho das pessoas”.

Diferença de gênero        

Sobre as questões de gênero, o professor diz que o levantamento mostrou que 30% das mulheres se sentem menos produtivas em home office, ante 20% dos homens. Os dados também mostram que 58% delas tiveram de mexer na rotina de trabalho durante a quarentena. “Isso indica que, infelizmente, as responsabilidades domésticas ainda afetam mais o trabalho das mulheres.”

A pesquisa apontou também que, quanto mais crianças em casa, mais as pessoas sentem sua performance impactada. “Neste sentido, há uma diferença de cerca de dez pontos percentuais entre quem possui ou não filhos.”

Não sem razão, o estudo mostrou que enquanto 25% dos homens gostariam de se manter no regime de home office de quatro a cinco vezes por semana, entre as mulheres esse número cai para 19%.

Antes de encerrar o tópico sobre as diferenças de gênero, Paul ressaltou um fato relevante: estudos ao redor do mundo vêm mostrando que, de modo geral, mulheres são cerca de 10% mais produtivas do que os homens.

Fronteiras entre vida pessoal e profissional

Outro assunto que Paul Ferreira abordou na conversa com Tiago Mavichian, CEO da Companhia de Estágios, e Fabricio Treviso, gerente de marketing, foi a questão da qualidade de vida no home office forçado. “Já havia uma confusão entre vida pessoal e profissional antes do covid-19. Isso foi intensificado. Por outro lado, eu penso que a pandemia fez com que alguns gestores tomassem consciência, ao entrar na casa das pessoas, de que todos nós temos um vida para além do trabalho.”

Sobre misturar múltiplas funções, mesclando atividades domésticas com profissionais, Paul lembrou que o ser humano não se dá bem com o conceito de multitasking. De acordo com ele, pesquisas mostram que nosso cérebro não consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo. “Ele consegue passar de uma atividade para outra rapidamente, mas perde-se foco e produtividade nesse movimento”, afirma. “É função da empresa e dos líderes olharem para essa questão, ajudando as equipes a entender o que é de fato urgente.”

Flexibilidade  e produtividade

Durante a live, o professor falou sobre as contradições da flexibilidade. “Nós sabemos que flexibilidade de horário é um elemento fundamental para gerar engajamento. As pessoas se sentem melhores quando podem decidir como e quando se organizar. E dar essa oportunidade ao empregado é um sinal de confiança, de que serei julgado pela entrega e não pelo horário de trabalho.”

Mas como permitir que cada um faça o trabalho num horário diferente e manter a operação rodando? “O mais importante é que a organização busque um equilíbrio, estabelecendo direcionamentos claros para as pessoas.”

No bate-papo, que você encontra na íntegra em nosso canal do YouTube, Paul falou ainda sobre Zoom fatigue; burnout e trouxe uma série de apontamentos  para ajudar RHs, empresas e profissionais a lidar com os desafios do home office.

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